O que fazer na semana do Dia das Mães?

Muita gente estranha a relação que eu tenho com a minha mãe. É muito grude. Todo dia a gente se liga. Todo o santo dia a gente se fala. Mesmo quando viajei para minha lua-de-mel, ela estava lá, no meu um email por dia, enquanto meu marido tomava um banho ou dormia mais um pouco. E ele nem reclamou porque desde que começamos a namorar ele já sabia como era: tinha total respeito com ele e os nossos horários, mas tinham também aqueles cinco minutinhos sagrados. E isso quando não estamos juntas, porque não tem coisa melhor que um cafézinho com ela.

Não conseguia ver muito bem onde é que estava o problema nisso. O motivo que fazia com que as pessoas, principalmente mais jovens, achassem esse convívio tão estranho. Mas analisando alguns fatores, percebi pontos que podem explicar a situação. “Mãe” hoje é um ser banalizado. Não dá pra generalizar, mas olhando para uma grande parcela da população, mãe hoje só é amada no segundo domingo de maio. Ela só existe de vez em quando e só serve quando convém, porque está todo mundo sempre ocupado com os amigos, com a carreira, com os estudos, com os relacionamentos, que a mãe mesmo, só Deus sabe.

Foto: reprodução

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Acredito que boa parte disso se deve pela própria desvalorização do “ser mãe”. Com a modernidade toda dos comportamentos, com a evolução social, as mães utilizaram como estratégia criar amizades com os filhos. Vínculos de mais abertura, mais proximidade, que antes eram apenas formalizados pela rigidez na educação e pela obrigatoriedade em ser mãe. Agora que ser mãe é opcional, e que elas são próximas e muito mais acessíveis, parece que os filhos perderam a linha, misturaram demais as estações e perderam também o respeito. E até mesmo um pouco do amor.

Pare para pensar: quando foi que você realmente quis estar com a sua mãe? Que não fosse por obrigação? Ela faz parte do seu dia-a-dia? Você a procura para conselhos, para um beijo, um abraço? O que quero dizer aqui é que não adianta comprar o presente mais lindo do mundo, se você não enxergar sua mãe com o respeito que lhe é cabido. Se você não a enxerga como alguém que você quer abraçar forte, conversar muito e rir ao lado. Não mande flores no domingo e a esqueça novamente na segunda. Seja ela de coração, adotiva, biológica, ilógica! Ela zela pelo melhor presente que você pode ter: a sua vida.

Neste dia das mães, mais importante que o presente, é a reflexão sobre o papel desta pessoa em nossa vida. Sobre o quanto ela representa. O que seria nossa vida sem ela. É dia de pensar se tratamos com a devida educação, se agradecemos o suficiente pelos seus feitos, se nos importamos o bastante com suas visões. Mais do que um cartão bonito, precisamos usar esse dia para refletir que mães não são descartáveis. Não são apenas fotografias em nossas paredes. Mães (e pais) são personagens sagrados da nossa história, capazes de determinar muito do que seremos para o resto da vida.

E mesmo que sejamos adolescentes, com amiguinhos descolados, adultos, com amigões que tiram sarro… Mesmo que sejamos envergonhados ou fechados… Mesmo que sejamos famosos ou completamente esquecidos… Devemos entregar às nossas mães um mínimo de tudo aquilo que nos é entregue por elas, que está talvez acima até do amor: valor.

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