Ditadura estética X vaidade: como ser vaidoso no mundo de hoje?

Vaidade é considerada por alguns como futilidade. Eu não vejo as coisas dessa forma. Existem casos e casos. Claro que tudo em exagero não é saudável, então no caso da vaidade, quando ela extrapola os limites do bom senso, pode sim se torna futilidade. Não é saudável colocar a vaidade acima de tudo. Fazer dívidas absurdas em cartões de crédito comprometendo a sua própria renda familiar, deixar de fazer outras atividades mais importantes como estar com a investir na carreira, no lar, viajar com a família… Isso sim é preocupante, não a vaidade em si.

O problema é que muita gente confunde essa vaidade. Muita gente se aproveita dessa necessidade de se cuidar para cumprir com seu papel social. As pessoas se aproveitam que precisam ter um pouco de atenção consigo mesmo e acabam exagerando a dose, para entrar no sistema ditatorial estético. Fazem coisas que não precisam, gastam dinheiro que não podem, se submetem a procedimentos desnecessários, tudo para estar de acordo com os padrões.

 

Foto: reprodução

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Então como ser vaidoso sem cair nessa ditadura estética? É importante distinguir uma coisa da outra. A vaidade é uma casinha mais simples. Ela é aquela roupa perfumada, unhas limpas, cabelo bem penteado, um hálito sempre refrescante. Ela é uma blusa nova de vez em quando, um agradinho para o carro ou aquele sapato bacana. Mas acima de tudo, ela é a nossa casinha. Ela não é igual às outras, a sua decoração é diferente, e ela não faz parte de um daqueles condomínios padrões.

A vaidade é algo individual, algo que faça bem a nós mesmos, que demonstre cuidado conosco. Ela vai exatamente de encontro a ser igual a todo mundo, a querer ter o que todo mundo tem. Isso é modismo. É inautenticidade, enquanto ser vaidoso pode ser bem original… Não confunda isso. Todo mundo precisa de pequenos cuidados. Mas ninguém precisa causar em si mesmo os mesmos desconfortos só para usar o mesmo cuidado do vizinho.

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2 pensamentos sobre “Ditadura estética X vaidade: como ser vaidoso no mundo de hoje?

  1. É sempre difícil julgar de forma isenta o comportamento de alguém, mas acho que todos podemos concordar no limite que foi exposto aqui no texto: se a obsessão pela vaidade passa a causar prejuízos notórios em outras áreas da vida pessoal, então certamente o ponto de equilíbrio foi ultrapassado.

    Mas vale sempre lembrar que pessoas diferentes possuem prioridades diferentes na vida. Buscar aquilo que te faz bem em detrimento de algum outro aspecto que você não considera relevante não é necessariamente algo ruim, mesmo que essa coisa seja importante na opinião de outras pessoas. Por exemplo, existem pessoas que amam viajar. Passam o ano inteiro juntando dinheiro para fazer uma boa viagem no fim do ano ainda que por causa disso acabem não trocando de carro, saindo para poucas festas, etc. Esse é um comportamento “errado”? Nem sempre. Ainda que para outras pessoas seja estranho, para ela cada viagem tem um valor muito maior do que tudo aquilo que precisou abrir mão para alcançá-la. É algo bem relativo. 😉

    O mesmo pode ser válido quando falamos de vaidade e no tempo/dinheiro investido nisso. No fundo, é prerrogativa de cada um decidir o que buscar em sua vida. Por vezes um comportamento pode parecer exagerado, superficial, insignificante até. Mas se a pessoa não está colocando em risco a sua saúde, suas finanças ou fazendo mal a ninguém… Qual seria o propósito de criticar? Não falo apenas da questão da vaidade, é claro, tampouco estou afirmando que todo comportamento exótico é uma busca saudável. O que eu quero é lembrar que existem muitos exageros, sim, mas que antes de afirmar isso é preciso dar um passo para trás. Olhar com calma e atenção para ver se não estamos cobrando do outro um comportamento que condiz apenas com a nossa visão de mundo.

    Dito isso, vale dizer que o contrário é também verdade! Procurar a aceitação da sociedade tentando seguir um padrão de beleza imposto é uma busca infrutífera. Afinal, padrões mudam o tempo todo, pessoas diferentes terão opiniões diferentes; se você elege como fonte de sua felicidade uma busca por algo externo você jamais estará satisfeito(a). Seja analisar os outros de acordo com os nossos padrões ou querer criar um padrão para nós com base no que os outros pensam, ambas são formas erradas de agir. A vaidade, assim como a felicidade, é uma busca individual. A única forma de ser verdadeiramente feliz é descobrir a felicidade que existe na sua forma única de ser. 😀

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